Por: Luiz Carlos Quadrante Júnior, diretor de marketing da Phytoervas
Devido à minha formação comercial, que também inclui a área de vendas, entendo que um filme publicitário, além de criativo - que chame a atenção do consumidor e que contribua para a formação da imagem da marca -, deve, necessariamente, levar à venda do produto ou serviço, pois é disso que as empresas vivem, e não de prêmios publicitários, apesar desses fazerem muito bem ao ego.
Na minha opinião, muitas vezes a publicidade brasileira tem deixado o fator resultado em um segundo plano, privilegiando a “arte” em detrimento da venda. E, nos casos onde o produto é privilegiado, as campanhas passam a ser mais um catálogo de vendas, exibindo os benefícios do produto.
Acredito que o bom comercial é aquele que consegue unir ambos os caminhos.
Nessa linha, o que chamou minha atenção ultimamente foi um filme de uma operadora de telefonia celular. O mesmo mostrava várias pessoas em situações “de risco” e questionava o expectador se “não seria bom se pudéssemos experimentar ANTES”, ou algo muito próximo a isso. A intenção era chamar a atenção para uma estratégia muito inteligente da operadora, que permitia ao consumidor “experimentar” seus serviços por determinado tempo ANTES de decidir trocar de operadora.
Sem dúvida, a operadora tem grande confiança em seu produto e encontrou uma forma agressiva de “vender” isso aos seus consumidores, permitindo a eles testar esse produto por determinado tempo. A campanha conseguiu vender essa idéia de forma muito criativa, com uma mensagem fácil de entender e que chama a atenção de quem está assistindo. Me chamou a atenção essa campanha de TV, pois conseguiu unir a arte e o objetivo final de vender um produto ou serviço. (veja aqui)
Que saudade do Tio de Sukita, do Garoto Bombril (que tem voltado, mas não com o mesmo brilho), das Tartarugas da Brahma, do bordão “Não é nenhuma Brastemp”, e por aí vai. E viva a publicidade criativa e vendedora!!!
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